Neruda

Eliécer Neftalí Reyes Basoalto escreveu seu primeiro livro, Crepusculario, aos 17. Escrevia durante o dia e parava para ver o pôr do sol, no meio do mato em que deveria estar. Entre pôres e dias, fez poemas. Por dessas coisas que acontecem com a gente, foi meu primeiro livro de poesia – ganhado, e não comprado. Uma surpresa, acho eu, e com um lindo pôr do sol do Turner – eu que ouço falarem tão pouco dele – na capa. Pouco original, é verdade, mas essa culpa deve ser do editor.

Por dessas coisas que acontecem com a gente, eis que me cai no colo a ocasião para reler Neruda. Crepusculario, ainda por cima, eu que gosto de assistir pôres de sol por conta própria. Por mais uma dessas coisas, eis que descubro uma Antologia General, numa edição bonitinha – e que me fez pensar que todos temos antologias poéticas de pequenos momentos, pequenos detalhes e algumas memórias. Que contemos nossas vidas no fio dessa meada, meada de livros ou poemas.

Uma resposta para “Neruda”

  1. A. Diz:

    “eis que me cai no colo a ocasião para reler Neruda”

    Uma dessas ocasiões em que se conhece alguma mulher que também gosta de Neruda…

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